Mostrando postagens com marcador Frases. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Frases. Mostrar todas as postagens

01 setembro 2013

Uma vez li em algum lugar que viver a vida é como andar em uma corda bamba. Errado. Para nós a corda é de arame farpado.

23 agosto 2013

E se foi

Existe emoção no pecado. Existe um certo gozo entre as lágrimas de sangue. A nossa unica ordem é o caos e a dor é o pagamento. Feroz. Veloz. Sepultei-me em mim. Sou meu próprio túmulo, sem rosas e abandonado. Ninguém me encontra mais. Faleci nas ausências, nas tristezas, nas alegrias falsas, nos risos tediosos. Nas crenças. 
O que está acontecendo comigo? No fundo eu sabia que todos possuem um fim. É a lei das coisas. Mas não sabia se havia chegado a minha. A vida tem um cronograma de acontecimentos, um roteiro que nunca recebemos, e nossa missão é fingir nunca sabermos e lutarmos até o fim, seja lá o que for. Talvez morrer não seja tão ruim assim. Eu estava morrendo e não me parecia tão anormal. Mas eis meu segredo: Eu já havia morrido fazia algum tempo. Era uma caixa vazia.



18 março 2013

A Morte Vive

Sussurrava "desculpe-me" para a escuridão, esperando que um deus em que não acreditava, surgisse e lhe desse o perdão. Seu pecado? A rendição.



"Eu não tinha interesses. Eu não tinha interesse por nada. Não fazia a miníma ideia de como iria escapar. Os outros, ao menos, tinham algum gosto pela vida. Pareciam entender algo que me era inacessível. Talvez eu fosse retardado. Era possível. Freqüentemente me sentia inferior. Queria apenas encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. Mas não havia lugar para ir. Suicídio? Jesus Cristo, apenas mais trabalho. Sentia que o ideal era poder dormir por uns cinco anos, mas isso eles não permitiriam." 
Charles Bukowski

09 março 2013

Como sairei desse labirinto?

Pois todos os que já perderam o rumo na vida se sentiram perturbados com a insistência dessa pergunta. Em algum momento, todos nós olhamos em volta e percebemos que estamos perdidos num labirinto.

Nome: Quem é Você Alasca?
Autor: John Green
Páginas (livro impresso): 229
Lido como ebook

"Somos capazes de sobreviver a essas coisas horríveis, pois somos tão indestrutíveis quanto pensamos ser. Quando os adultos dizem: “Os adolescentes se acham invencíveis”, com aquele sorriso malicioso e idiota estampado na cara, eles não sabem quanto estão certos. Não devemos perder a esperança, pois jamais seremos irremediavelmente feridos. Pensamos que somos invencíveis porque realmente somos. Não nascemos, nem morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de perder e de fracassar. Mas essa parte que é maior do que a soma das partes não tem começo e não tem fim, e, portanto, não pode falhar.” (trecho do livro).

Depois de ler "A Culpa é das Estrelas" fiquei com muita vontade de ler o primeiro romance do escritor, publicado aqui no Brasil como "Quem é Você Alasca?" Então finalmente consegui o ebook e li o livro em uma noite, impossível parar! Não chega a ser tão bom quando "A Culpa é das Estrelas", por exemplo, o começo eu achei meio chato, mas depois que eu conheci os personagens melhor, principalmente quem conta a história (que é um menino) eu passei a gostar e não parei de ler mais. 

A história mistura elementos adolescentes, com clichês comuns dessa época, e pensamentos mais complexos, como os romances mais adultos. Tem partes engraçadas, que dei risada, e partes muito tristes, que chorei de verdade (eu costumo 'entrar' nas histórias de verdade, então tenho crises de risada, choros, ódio, amor, etc, dependendo da história). Por trás de uma história adolescente tem um grande drama psicológico, são partes que faz você refletir de verdade. É isso que eu adoro no John Green, ele consegue misturar o adulto com o jovem, o engraçado e irônico, e é fiel a nossa realidade, ou seja, nem sempre as coisas dão certas, os personagens tem defeitos e qualidades e o amor é incerto, como na vida.

A história é contada por um menino, chamado de Miles Halter, depois apelidado de Gordo, um apelido irônico porque ele era muito magro, de 16 anos. No começo isso me desanimou porque achei que o personagem poderia ser muito infantil, mas ele é muito adulto para a idade, tem uma grande percepção de tudo ao seu redor e não se prende aos problemas de adolescentes comuns em livros nesse estilo. Gostei da visão de um menino sobre as coisas, como por exemplo, as partes em que ele conta sobre seu corpo e seu primeiro sexo oral. É ele quem faz as reflexões sobre os outros personagens, mas com Alasca, uma menina que conhece no colégio interno, ele tem dificuldade em entende-la, como se ela fosse várias pessoas em uma só. Eu gostei da Alasca, ela parece tão real, com problemas tão verdadeiros que é impossível não imaginá-la como sendo real. Mas quando eu digo que gostei dela não quer dizer que ela seja aquele personagem perfeita, apenas é única, quase real, e é isso que espero de personagens.

"Às vezes, não entendo você", eu disse.
Ela nem mesmo olhou pra mim. 
Apenas sorriu para a tevê e disse:
"Você nunca me entende. Essa é a graça."
trecho do livro

Existem livros que te atingem emocionalmente, os meus preferidos, e esse com certeza faz parte desses. Virou um dos meus livros favoritos, e recomendo para todos a leitura, e que não se deixem levar pela impressão que é apenas um livro adolescente, na verdade, para entender realmente a história e os personagens você precisa ter uma grande percepção e conhecimento psicológico ou não irá compreender as 'entrelinhas' e poderá achar apenas uma história jovem clichê. Leia o drama psicológico e entenda (ou não), mas sinta, entre na história ou não conseguirá compreende-la. 

Trechos:

"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar este futuro é o que nos impulsiona para frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente”. (Resumo da minha vida)



"Alasca terminou o cigarro e atirou no rio:
- Por que você fuma tão depressa? Perguntei.
Ela me olhou e abriu um sorriso largo, e um sorriso assim tão largo em seu rosto estreito talvez lhe desse um ar meio tolo não fosse a inquestionável elegância de seus olhos verdes. Ela sorriu com todo o encantamento de uma criança na noite de Natal e disse:
-Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer”.

Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão.

E se você já leu o livro, vale a pena assistir esse vídeo, em que o escritor mostra os lugares que descreveu no livro. No vídeo ele conta que era parecido com o Miles (personagem que conta a história no livro) e que usou como base os lugares que frequentava quando estudava em uma escola interna no Alabama.

 

*título do post é um trecho do livro

19 fevereiro 2013

Da verdade escondida

Somos prisioneiros de nós mesmos e essa sempre será grande luta, uma liberdade que talvez nunca exista. Os seres humanos nasceram corrompidos e nossas crenças serão nossos túmulos. 

Uma vida fragmentada
É que a lucidez, meu amigo,
só anda embriagada.


30 abril 2012

Quantas pessoas você destruiu hoje?

Destruímos muitas coisas pelo caminho. Pessoas são tão frágeis como uma flor. A diferença não está em não deixar se destruir, e sim conseguir voltar a vida quando só sobraram as raízes.


16 março 2012

05 novembro 2011

Verdade inconveniente

Fingimos que entedemos, que acreditamos, que gostamos. Viver é uma questão de saber fingir, de saber dosar a dor e sorver do sofrimento alheio. 


31 julho 2011

Eu criei o meu mundo

Nada mais vai me ferir, já me acostumei com o caminho errado que escolhi, e de tanto correr atrás das pessoas e das oportunidades, hoje eu fujo e me escondo. Sou rainha do meu próprio mundo, faço minhas regras, e quebro minhas próprias leis. Morro todo dia por não saber viver e renasço toda manhã querendo morrer. 


30 junho 2011

Sobre esse abismo que me rodeia

Tente entender, não importa o esforço que eu faça ou o quão unidos possamos ser, uma enorme distância sempre irá nos separar.

14 junho 2011

   

Um dia você me quis por inteiro. Mas eu sempre fui metade.

06 junho 2011

Sobre rosas e almas secas

Sempre apreciei as folhas secas do outono. O nublado de um céu indeciso ou a degradação em que a rosa se submete quando o seu vermelho vivo morre em tons de bege e os espinhos se desprendem do caule fraco. Sinto que sou assim também, mas ao contrário da rosa, o meu vermelho está sempre a desbotar, mas nunca perdi meus espinhos.




Me dou o luxo da indecisão e provo o gosto podre do efêmero. 

04 maio 2011

Não tenho medo da queda. Tenho medo de quando chegar no chão.

   Dizem que sou pessimista. Mas hoje eu percebi o quão otimista eu posso ser. Sei que se eu me atirar desse abismo, não sucumbirei. Escaparei voando.


This is war

Frase dita por Jared Leto, escrita em muro de Portugal.